Potencial fisiológico de sementes de milho híbrido tratadas com inseticidas e armazenadas em duas condições de ambiente

Rosane Fátima Baldiga Tonin, Orlando Antonio Lucca Filho, Leopoldo Mario Baudet Labbe, Mirela Rosseto

Resumen


O tratamento de sementes é uma prática largamente difundida nas áreas agrícolas brasileiras, a qual, associada às demais práticas culturais, tem contribuído para o incremento na produtividade, redução de custos, melhoria da qualidade do produto final, redução de danos ao ambiente e oferta uma boa proteção às sementes, tanto em nível de campo quanto no armazenamento. O trabalho teve como objetivo verificar o efeito do tratamento inseticida sobre a germinação e o vigor das sementes de milho híbrido, armazenadas em duas condições de ambiente. As sementes foram tratadas com três inseticidas, identificados como: Inseticida 1 (Thiametoxan); Inseticida 2 (Neonicotinóide) e Inseticida 3 [Neonicotinóide+(Imidaclopride+Thiodicarbe)]. Após tratadas as sementes foram armazenadas por um período de 270 dias, em dois ambientes, sendo um com controle de temperatura (10ºC) e umidade relativa (60%) e outro em condições normais de armazenamento. Durante este período realizou-se avaliações a cada 45 dias, através dos testes de germinação e vigor. Além dos testes de germinação e teste de frio foi realizada a emergência de plântulas após as sementes permanecerem armazenadas por um período de 30 dias em ambientes sem controle e com controle das condições do ar. Os resultados obtidos permitem concluir que a qualidade das sementes armazenadas de milho híbrido, tratadas com inseticidas é influenciada pelo produto químico empregado no tratamento das mesmas, dependente do híbrido e das condições do ambiente de armazenamento e que a redução na viabilidade e no vigor de sementes tratadas com thiametoxan, intensifica-se com o prolongamento do período de armazenamento.


Palabras clave


Zea mays, tratamento de sementes, qualidade de sementes, armazenamento.

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* Autor para correspondencia.

E-mail: rosanebaldiga@yahoo.com.br (R.B. Tonin).


Recibido 06 noviembre 2013.

Aceptado 02 marzo 2014.




DOI: http://dx.doi.org/10.17268/sci.agropecu.2014.01.01

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